quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tempo

A cada dia que vivo, mas me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
  A dor é inevitável.
  O sofrimento é opcional.
                                                 - Carlos Drummond de Andrade                                                                               

let's smile..




  Esse texto vai para todas a s garotas -e mulheres também, porque não? - que sentem infelizes, sozinhas, repetindo diariamente as frases clichês do tipo ''sou feia, ninguém me ama, ninguém me quer''. Vamos parar com a melancolia e é agora. Depois que terminar de ler essas humildes verdades (chega soar engraçado) que esta autora de quinta categoria escreve, coloque um salto, um short curto, e vai ser feliz. Não, isso não é ser vulgar, é estar bem consigo mesma, coisa que poucas conseguem fazer, ou mais provável, fingem conseguir. Sim, é normal se sentir insegura, sozinha nesse mundão gigante aí. O ponto anormal do caso, é você não fazer nada para mudar a situação.
    Admiro muito as gordinhas que andam por aí felizes, pouco se importando com  as pessoas (desocupadas, diga-se de passagem) que comentam sobre o seu peso. Ou as que saem na rua com roupas 'diferentes' sem se importar com os olhares repreensivos. Obviamente, não vamos generalizar a coisa, digamos que a maioria tem bom senso do normal e do ridículo. O fato não é esse, mas sim a auto-estima das gordinhas, das alternativas, e até das 'normais'. Porque não se inspirar nelas?
   Aqui vai umas diquinhas básicas: deixe de brigar com o espelho, e aprenda a brincar com ele; sinta-se bonita antes de mais nada, e sorria, pois esse é um dos nossos maiores aliados. Querendo ou não, temos de nos aceitar do jeito que somos. Você pode até mudar a cor do cabelo, colocar um siliconezinho aqui, outro ali, mas o que você tem dentro de si, nunca vai mudar. A máquina pode ser modificada, mas a essência, fica intacta. Ei princesa, garota, menina mulher, você é linda, e chorar só vai deixar seu rosto inchado. Respira fundo e vai viver a vida sem culpa, sem pressão. Você tem que ser, o que VOCÊ quer ser, não o que os outros querem. Antes de encarar o mundo, temos que encarar o nosso próprio eu, desfilando no salto e fazendo charminho com o cabelo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Carta para meu futuro príncipe


É algo impressionante. Eu vou me deitar, fechar meus olhos, e quem domina minha mente em questão de segundos? Você. E isso acontece todos os dias. Esse amor que sinto por ti, parece interminável, sem saída. Será que fugir desse sentimento é a melhor solução? Não, porque eu estaria fugindo de mim mesma. Porque você, faz parte da minha vida, e sem você, nada disso faria sentido, e eu acabaria vivendo por viver, tornando os dias mais monótonos que programas de domingo.
 Tanto tempo se passou, tanta coisa aconteceu, tantas lágrimas escorreram lentamente pelo meu rosto, e eu continuo aqui. Sem te tocar, sem te sentir, sem ter você aqui. Tanto sofrimento vale a pena para te ver feliz, mesmo que não seja ao meu lado? Que egoísta eu sou. Defeito meu, admito, e é ele que me faz querer você só pra mim o tempo todo. Do que adianta as frases mais clichês, os pedidos mais românticos e lágrimas de amor? Vou me poupar, e te poupar disso. Eu quero mais que a distância entre nós se exploda, que as pessoas ao nosso redor nos esqueçam, que o tempo pare e nos deixe viver.
 Se eu disser que te amo, você irá dizer o mesmo? Se eu disser que te quero, você vem? Eu imploro para que diga sim, para que você venha correndo, venha para mim. Porque eu quero matar essa vontade de te amar, de te envolver nos meus braços, de te proteger de tudo e te guardar para sempre.


PS: Beeem piegas né? kkk. Preciso melhorar nisso.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Mil e um desejos



Se você morresse agora, sua vida teria valido a pena? Você foi feliz? Quais foram os 
melhores momentos? São perguntas como essas que me deixam pensativa pelo resto do dia. Se eu pudesse escolher, minha vida seria repleta de momentos legais, como nos filmes. Eu ainda quero - e vou - viver aquelas cenas bem piegas, sabe? 
 E não só momentos, tem um milhão de coisas que eu preciso fazer antes de morrer. Como tomar um porre até esquecer meu nome. Virar a noite acordada vendo as estrelas com alguém especial. Comprar um mc'donalds pra um mendigo. Adotar um cachorro. Pular de bunge Jump (é assim que escreve?) e asa-delta. Andar na neve e fazer aqueles bonecos. Escrever um livro. Aprender a tocar piano. Visitar as pirâmides do Egito. Fazer um sex on the beach. Participar de um protesto. Ir á uma boate gay e dançar como se não houvesse amanhã. Pintar o cabelo de uma cor 'diferente'. Viajar com os amigos like Katy Perry em Teenage Dream.   Assistir um filminho com o príncipe em dia de chuva. Estourar o limite do cartão de crédito em compras no shopping. Cantar em karaokê e fazer strike no boliche. Conseguir pegar um ursinho de pelúcia naquelas maquininhas.
  E encontrar o amor da minha vida, me casar e ter trigêmeos que vão se chamar Kairan, Ares e Perseu. Ai sim, depois que eu realizar esses pequenos desejos, eu posso morrer feliz. E você, leitor? Quais são seus mil e um desejos para morrer feliz?

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Sobre ciclos que terminam.


Ontem eu não imaginava que hoje eu sentiria vontade de escrever este texto. Quero dizer, que eu estaria pronta para compartilhar essa verdade secreta com o mundo. Você sabe. No fundo, todos nós sabemos. Algumas coisas, às vezes pequenas, às vezes maiores do que conseguimos imaginar, precisam de tempo para serem compreendidas. Um perdão. Um trauma. Uma morte. Um erro cometido no passado. Coisas que incomodam em silêncio e que com o tempo, todo mundo esquece. Menos nosso próprio coração.
Coisas teoricamente bestas, que perto do que mostram os jornais sensacionalistas, nos tornam seres superficiais e ingratos. Ainda assim, estou aqui para bater no peito e dizer que essa dor não é nem um pouco superficial. É profunda e às vezes, nem com muita terapia conseguimos descobrir onde realmente dói ou como faz para parar.
É uma questão de tempo. Do clichê e incontrolável tempo. Não tem jeito, mais cedo ou mais tarde você vai olhar no espelho, ou para a bagunça do seu novo quarto, e se perguntar, quando é que as coisas mudaram tanto assim? Qual foi o exato momento em que fulano se tornou um completo desconhecido? Seria depois daquela atitude? Ou depois daquela expectativa diariamente cultivada? Quando foi que, você, deixou de colocar aquilo em primeiro plano? Vai saber.
Passei uns bons meses tentando descobrir se eu realmente já tinha feito isso. Foi olhando através da janela do meu quarto, para vista cheia de prédios e luzes de Natal, que a ficha caiu. Nós não fazemos isso com uma atitude, fazemos isso continuando nosso caminho e lutando a favor daquilo que acreditamos.
Um cliclo termina quando paramos de chamar o começo de começo. Quando aceitamos o presente e  aprendemos a respeitar o final. Ao contrário do que já li muitas vezes por aí, respeitar não tem nada a ver com esquecer ou deixar pra lá. É simplesmente aprender a conviver e lidar com o fato de uma maneira madura. Conversando, ligando, escrevendo, pedindo desculpas, visitando o túmulo pela primeira vez ou sei lá, ligando o foda-se e deixando escapar uma lágrima bem na frente da pessoa.
Às vezes, involuntariamente, nos tornamos o ponto final da história de alguém. Às vezes a vírgula, às vezes a exclamação e infelizmente, às vezes, o ponto de interrogação. Também corremos o risco de ser a reticências, fadados a um final meio que sem continuação. Mas isso não é tão importante porque independente do que aconteça, aqui, ali ou aí, teremos sempre a nossa própria história para escrever. Nela, as páginas não são escritas com canetas, palavras e promessas. Para conseguir virar nossa página, precisamos de escolhas e atitudes.
A boa notícia é que um novo dia nasce toda manhã. O mesmo sol de alguns anos atrás. O mesmo frio ou calor. O mesmo horizonte, talvez até a mesma vista da janela. Mas ainda sim, um arriscado e surpreendente dia. Espero que saiba ou descubra logo o que fazer com ele.


PS: Esse texto é da Bruna Vieira, a blogueira do Depois dos Quinze. Amo o blog e os textos dela. Decidi postar porque me identifiquei com o texto <3


Hora de mudar.


Estava tomando banho e pensando na vida. Acredito que a maioria dos adolescentes fazem isso. A parte em que eu canto, invento teorias e diálogos no banheiro, vamos pular. A conclusão que eu tirei foi: preciso mudar. Esse sentimento de querer mudar, está presente em todos. Talvez você esteja tranquilo, mas em algum momento você vai estar cansado de tudo, e vai querer jogar tudo pro alto. Um conselho? Não jogue. Porque é você mesmo que vai ter que catar tudo depois. Voltando de novo aos meus devaneios, tive a 'brilhante ideia' de cortar o cabelo. Para os homens, isso é tão normal quanto respirar. Mas para as mulheres...é quase uma mudança de vida. Eu tenho esses surtos estéticos sempre no começo de ano, quando temos aquele pseudo-sentimento de mudança e esperança. A maioria das pessoas (tô exagerando, algumas pessoas), fazem aquela listinha de metas, a mulherada promete perder a barriguinha, ou economizar, ou os mais carentes dizem que esse ano vão casar/namorar, enfim, não faltam boas intenções. Mas logo logo não vai ser difícil de ver essas 'pessoas esperançosas e motivadas' a postar no facebook que a vida está (com o perdão da palavra) uma bosta. É fácil escrever meia dúzia de metas em um papel e pregar na parede ou na geladeira (minha mãe fez isso), agora levantar a bunda do sofá pra fazer que é bom...necas. Meus parabéns pra quem fez isso, porque eu, estou criando forças para escrever minhas metas do ano. A vida não é fácil pra ninguém, caros leitores. Se você não realizar seus sonhos em 2013, ainda tem 2014, 2015, 2016... mas o tempo passa rápido. Então, não demora. Faça o que tem vontade, erre, se arrependa, viva a vida. O tempo de mudar é agora.

domingo, 13 de janeiro de 2013

um pouco da minha humilde opinião


Garotas e mulheres com atitude. O mundo precisa disso. Vivemos em uma sociedade particularmente machista - Pausa aqui. A sociedade vai sempre ser machista, ponto. Podemos melhorar, mas mudar, nunca vai. Feministas, me desculpem, mas uma mulher nunca será completamente igual ao homem, e acabou. Haters gonna hate, rs -, onde qualquer manifestação atípica de uma mulher, ela já é vista como...bem, vocês sabem o quê. Ou vai me dizer que nunca julgou uma mulher vulgar por usar um vestido curto, ou um batom vermelho? Homens e até algumas mulheres defendem o estilo delicada, cabelos compridos, ao lado do marido ou namorado. Quero morrer com um pensamento desses. Sou a favor do corte ousado, do batom vermelho, e o saltão, seja a ocasião que for. As recatadas podem até criticar, mas atire a primeira pedra a mulher que nunca quis sair na rua e atrair olhares e gerar torcicolos (e não só por homens. Sinto dizer pra vocês que mulher, se veste pra outras mulheres. Segredo revelado, ihu). Vamos combinar? Elas são notadas sim. São inteligentes, destemidas, independentes, fashionistas, ousadas, e principalmente...invejadas. O mundo precisa de um milhão dessas. Eu quero ser uma garota de atitude. Gerar fofocas, atrair atenção pelo meu jeito diferenciado de ver o mundo. Sou daquelas pessoas que ama quebrar regras impostas por essa sociedade de merda, e sair do senso comum. Como disse uma vez minha amiga Marlyn, garotas comportadas raramente fazem história. Que se foda o que os outros pensam, é preciso pensar em si mesmo. Salto alto, aí eu vou.

dor de coração.


Hoje o maldito não saiu da minha cabeça. Saiu com outra. Se eu tô com ciúmes? Eu? Não, imagina. Só queria saber de onde a vaca surgiu. Será que ele tem saudades minhas? Estou prestes a escrever que tenho dele, mas meu orgulho estilhaçado se reintegra e diz: ''nãaao, você está bem, esqueceu?''. Idiota, foi você quem disse que não queria mais nada, e ele é outro poço de orgulho, acha que ele vai te desculpar? Nós brigávamos muito, aquilo me sufocava. Era capaz de me encontrarem asfixiada no dia seguinte. Por quê é tão difícil se acostumar com a perda? Poxa vida, não seria tão mais simples acordamos, e puf! Não sentiríamos mais falta de ninguém. Logo eu, que detesto lágrimas, tristeza...tô aqui revirando de um lado para o outro da cama, me perguntando aonde foi que eu errei, e xingando mentalmente aquele desgraçado até a sua quinta geração. Queria abraçar alguém agora, e ouvir algum consolo, mesmo que seja aqueles típicos, que eu não suporto ouvir: ''Calma, tudo passa. É só questão de tempo''. Eu só não quero ouvir um deles: ''Ele volta''. Contraditório, eu sei. Minha vida é uma contradição, caro leitor. E pensar que o dito-cujo..bem, ele é só ... meu ex-melhor amigo. Ahá, achou que era ex-namorado, né? Deus que me mantenha longe. Se já sofro por causa de amigo, imagine de namorado. Posso sentir a dor de cabeça e do coração, antes mesmo de ter um. Pode ser o relacionamento que for, se quebrar, a dor é a mesma, e a cicatriz, também.