terça-feira, 12 de março de 2013

fala coração.



pra ouvir enquanto lê: Joe Jonas - Lighthouse

Meu coração é muito pequeno e frágil, que não consegue suportar tanto amor e sofrimento ao mesmo tempo. É algo que explode dentro de mim, tão intenso como fogo que queima, tão viciante como quanto um dependente precisa de sua droga. Droga, talvez a palavra que mais defina o que você representa para mim. Uma vez que você prova, vira dependente. Largar dela é algo difícil de se fazer. E eu sou dependente de você. Seria clichê dizer que preciso de você para viver. É algo mais concreto, mais real. Preciso de você para sobreviver, para suportar a dor impertinente que me cerca, a angústia de te querer, e o medo de te perder. Se por alguma razão totalmente injusta você saia da minha vida, não consigo como seria. Eu não quero imaginar, eu não quero ter que suportar. Apenas quero você aqui comigo, pra sempre. Sete bilhões de pessoas no mundo e eu só desejo uma. Difícil? Eu fecho os olhos e sonho. Se eles podem se tornar realidade, porque não tentar? De alguma maneira, isso pode te trazer pra perto, fazer com que as coisas sem sentido possam ter algum sentido, fazer com que aquele pensamento que eu tinha há alguns anos atrás de que o príncipe encantado irá me salvar do castelo encantado, existe. Porque a solução de todas essas indagações é clara, e felizmente eu consigo enxergar, e de um certo modo, eu consigo amar e odiar. Você.

terça-feira, 5 de março de 2013

Boas palavras fazem bem.

Música boa pra ler. Boys Like Girls - Stuck In The Middle :)


Palavras têm poder. Já ouvi essa frase algumas centenas de vezes, e hoje, eu vejo o quanto ela faz sentido, tão sentido quanto dois mais dois são quatro. Quantas vezes você disse ''obrigado/a'' hoje? Já elogiou alguém? Me lembro dos meus avós contando que no interior, as pessoas colocam as cadeiras na varanda, ou na rua mesmo, e ficam conversando até altas horas. Raramente vejo uma cena dessas por aqui. E não é só a questão da criminalidade, porque hoje em dia, sair de casa depois das dez já é um perigo em algumas cidades, mas também das pessoas em si. As pessoas se afastam, não conversam. Voltando as palavras...parecem ter sido sequestradas ou algo do tipo. Culpa da tecnologia? Do capitalismo? Quem sabe. Quem sabe a essência de tudo? De problemas o mundo tá cheio, mas de soluções que é bom..nada.
 Já pensou em elogiar o cabelo da sua amiga, que sempre tá reclamando de algo? Mesmo que ela não tenha feito nada, mas diga. Mulher adora isso. Já pensou em dar um ''bom dia'' bem animada pro porteiro do seu prédio, que aliás, você sempre sai correndo apressado e mal olha para a cara do sujeito? Ah, e não se esqueça do ''obrigado/a'' e ''por favor''. Todas essas, fazem um bem danado quando utilizadas. Do mesmo jeito que um ''vai se ferrar'' (ou palavrões piores) magoa alguém, um ''nossa, como é bom te ver!'' deixam alguém feliz. Não existem pessoas insensíveis, com corações de pedra, todos tem sentimentos por dentro. Indas e vindas, e no final do dia, só queremos ser amados. Carência, todo mundo sente. E um elogio ou comentário mudam o dia de uma pessoa. Te anima, te faz querer mudar. O mundo precisa de pessoas assim. Viver, todos vivem, mas poucos vivem a vida. E palavras, não são apenas palavras. Já pensou em fazer o dia de alguém feliz hoje?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tempo

A cada dia que vivo, mas me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
  A dor é inevitável.
  O sofrimento é opcional.
                                                 - Carlos Drummond de Andrade                                                                               

let's smile..




  Esse texto vai para todas a s garotas -e mulheres também, porque não? - que sentem infelizes, sozinhas, repetindo diariamente as frases clichês do tipo ''sou feia, ninguém me ama, ninguém me quer''. Vamos parar com a melancolia e é agora. Depois que terminar de ler essas humildes verdades (chega soar engraçado) que esta autora de quinta categoria escreve, coloque um salto, um short curto, e vai ser feliz. Não, isso não é ser vulgar, é estar bem consigo mesma, coisa que poucas conseguem fazer, ou mais provável, fingem conseguir. Sim, é normal se sentir insegura, sozinha nesse mundão gigante aí. O ponto anormal do caso, é você não fazer nada para mudar a situação.
    Admiro muito as gordinhas que andam por aí felizes, pouco se importando com  as pessoas (desocupadas, diga-se de passagem) que comentam sobre o seu peso. Ou as que saem na rua com roupas 'diferentes' sem se importar com os olhares repreensivos. Obviamente, não vamos generalizar a coisa, digamos que a maioria tem bom senso do normal e do ridículo. O fato não é esse, mas sim a auto-estima das gordinhas, das alternativas, e até das 'normais'. Porque não se inspirar nelas?
   Aqui vai umas diquinhas básicas: deixe de brigar com o espelho, e aprenda a brincar com ele; sinta-se bonita antes de mais nada, e sorria, pois esse é um dos nossos maiores aliados. Querendo ou não, temos de nos aceitar do jeito que somos. Você pode até mudar a cor do cabelo, colocar um siliconezinho aqui, outro ali, mas o que você tem dentro de si, nunca vai mudar. A máquina pode ser modificada, mas a essência, fica intacta. Ei princesa, garota, menina mulher, você é linda, e chorar só vai deixar seu rosto inchado. Respira fundo e vai viver a vida sem culpa, sem pressão. Você tem que ser, o que VOCÊ quer ser, não o que os outros querem. Antes de encarar o mundo, temos que encarar o nosso próprio eu, desfilando no salto e fazendo charminho com o cabelo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Carta para meu futuro príncipe


É algo impressionante. Eu vou me deitar, fechar meus olhos, e quem domina minha mente em questão de segundos? Você. E isso acontece todos os dias. Esse amor que sinto por ti, parece interminável, sem saída. Será que fugir desse sentimento é a melhor solução? Não, porque eu estaria fugindo de mim mesma. Porque você, faz parte da minha vida, e sem você, nada disso faria sentido, e eu acabaria vivendo por viver, tornando os dias mais monótonos que programas de domingo.
 Tanto tempo se passou, tanta coisa aconteceu, tantas lágrimas escorreram lentamente pelo meu rosto, e eu continuo aqui. Sem te tocar, sem te sentir, sem ter você aqui. Tanto sofrimento vale a pena para te ver feliz, mesmo que não seja ao meu lado? Que egoísta eu sou. Defeito meu, admito, e é ele que me faz querer você só pra mim o tempo todo. Do que adianta as frases mais clichês, os pedidos mais românticos e lágrimas de amor? Vou me poupar, e te poupar disso. Eu quero mais que a distância entre nós se exploda, que as pessoas ao nosso redor nos esqueçam, que o tempo pare e nos deixe viver.
 Se eu disser que te amo, você irá dizer o mesmo? Se eu disser que te quero, você vem? Eu imploro para que diga sim, para que você venha correndo, venha para mim. Porque eu quero matar essa vontade de te amar, de te envolver nos meus braços, de te proteger de tudo e te guardar para sempre.


PS: Beeem piegas né? kkk. Preciso melhorar nisso.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Mil e um desejos



Se você morresse agora, sua vida teria valido a pena? Você foi feliz? Quais foram os 
melhores momentos? São perguntas como essas que me deixam pensativa pelo resto do dia. Se eu pudesse escolher, minha vida seria repleta de momentos legais, como nos filmes. Eu ainda quero - e vou - viver aquelas cenas bem piegas, sabe? 
 E não só momentos, tem um milhão de coisas que eu preciso fazer antes de morrer. Como tomar um porre até esquecer meu nome. Virar a noite acordada vendo as estrelas com alguém especial. Comprar um mc'donalds pra um mendigo. Adotar um cachorro. Pular de bunge Jump (é assim que escreve?) e asa-delta. Andar na neve e fazer aqueles bonecos. Escrever um livro. Aprender a tocar piano. Visitar as pirâmides do Egito. Fazer um sex on the beach. Participar de um protesto. Ir á uma boate gay e dançar como se não houvesse amanhã. Pintar o cabelo de uma cor 'diferente'. Viajar com os amigos like Katy Perry em Teenage Dream.   Assistir um filminho com o príncipe em dia de chuva. Estourar o limite do cartão de crédito em compras no shopping. Cantar em karaokê e fazer strike no boliche. Conseguir pegar um ursinho de pelúcia naquelas maquininhas.
  E encontrar o amor da minha vida, me casar e ter trigêmeos que vão se chamar Kairan, Ares e Perseu. Ai sim, depois que eu realizar esses pequenos desejos, eu posso morrer feliz. E você, leitor? Quais são seus mil e um desejos para morrer feliz?

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Sobre ciclos que terminam.


Ontem eu não imaginava que hoje eu sentiria vontade de escrever este texto. Quero dizer, que eu estaria pronta para compartilhar essa verdade secreta com o mundo. Você sabe. No fundo, todos nós sabemos. Algumas coisas, às vezes pequenas, às vezes maiores do que conseguimos imaginar, precisam de tempo para serem compreendidas. Um perdão. Um trauma. Uma morte. Um erro cometido no passado. Coisas que incomodam em silêncio e que com o tempo, todo mundo esquece. Menos nosso próprio coração.
Coisas teoricamente bestas, que perto do que mostram os jornais sensacionalistas, nos tornam seres superficiais e ingratos. Ainda assim, estou aqui para bater no peito e dizer que essa dor não é nem um pouco superficial. É profunda e às vezes, nem com muita terapia conseguimos descobrir onde realmente dói ou como faz para parar.
É uma questão de tempo. Do clichê e incontrolável tempo. Não tem jeito, mais cedo ou mais tarde você vai olhar no espelho, ou para a bagunça do seu novo quarto, e se perguntar, quando é que as coisas mudaram tanto assim? Qual foi o exato momento em que fulano se tornou um completo desconhecido? Seria depois daquela atitude? Ou depois daquela expectativa diariamente cultivada? Quando foi que, você, deixou de colocar aquilo em primeiro plano? Vai saber.
Passei uns bons meses tentando descobrir se eu realmente já tinha feito isso. Foi olhando através da janela do meu quarto, para vista cheia de prédios e luzes de Natal, que a ficha caiu. Nós não fazemos isso com uma atitude, fazemos isso continuando nosso caminho e lutando a favor daquilo que acreditamos.
Um cliclo termina quando paramos de chamar o começo de começo. Quando aceitamos o presente e  aprendemos a respeitar o final. Ao contrário do que já li muitas vezes por aí, respeitar não tem nada a ver com esquecer ou deixar pra lá. É simplesmente aprender a conviver e lidar com o fato de uma maneira madura. Conversando, ligando, escrevendo, pedindo desculpas, visitando o túmulo pela primeira vez ou sei lá, ligando o foda-se e deixando escapar uma lágrima bem na frente da pessoa.
Às vezes, involuntariamente, nos tornamos o ponto final da história de alguém. Às vezes a vírgula, às vezes a exclamação e infelizmente, às vezes, o ponto de interrogação. Também corremos o risco de ser a reticências, fadados a um final meio que sem continuação. Mas isso não é tão importante porque independente do que aconteça, aqui, ali ou aí, teremos sempre a nossa própria história para escrever. Nela, as páginas não são escritas com canetas, palavras e promessas. Para conseguir virar nossa página, precisamos de escolhas e atitudes.
A boa notícia é que um novo dia nasce toda manhã. O mesmo sol de alguns anos atrás. O mesmo frio ou calor. O mesmo horizonte, talvez até a mesma vista da janela. Mas ainda sim, um arriscado e surpreendente dia. Espero que saiba ou descubra logo o que fazer com ele.


PS: Esse texto é da Bruna Vieira, a blogueira do Depois dos Quinze. Amo o blog e os textos dela. Decidi postar porque me identifiquei com o texto <3